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11/06/14

Caravana de Artesania em Juiz de Fora e região (4.º ano)

Neste mês de junho, o Ponto de Cultura Caravana de Artesania atuou em quatro cidades da região Zona da Mata: Tiradentes, Santos Dumont, Juiz de Fora e Lima Duarte.


Dialogamos com grupos de teatro, circo e dança, orientamos vivências artísticas, apresentamos cenas e colaboramos com artistas locais, escolas, educadores e orientadores de oficina. Participaram desta viagem os artistas: Cristiano Pena e Júnia Bessa do Teatro Terceira Margem (BH), Markus Câmara da Cia O Salto (J. Monlevade) e Aline Barbosa (Santos Dumont).

Nos dias 5, 6 e 7/06 , atuamos na cidade de Tiradentes.
Chegamos no dia 5/06 para colaborar com a Oficina de Contação de Histórias ministrada por Walda Leão. 
Walda Leão (à direita) e participante da oficina Vivian Estocolmo com o inseparável amigo boneco.
No dia 6/06, fizemos uma vivência artística pela manhã, no gramado. 







De tarde, a Fanfalhaça colaborou com duas apresentações de conclusão do curso, realizadas no Centro Cultural Yves Alves. De tarde, a apresentação aconteceu no teatro de arena, para alunos da Escola Municipal Marília de Dirceu. 





De noite, aconteceu no Teatro do centro cultural, para familiares, amigos, turistas e moradores da cidade (público espontâneo).


Nos dias 7 e 8/06, dialogamos com os colegas de Santos Dumont.
No dia 7/06, fizemos um encontro com artistas locais e participantes do Teatrama e do Leiturama na praça da Igreja dos Passos.



De noite, assistimos uma apresentação do Circo Khroll que estava na cidade.



No dia 8, realizamos o encontro e apresentação Roda de Palhaços na praça da Matriz.



No dia 9/06, de tarde, visitamos em Juiz de Fora o Circo Escola Carequinha. Conversamos com Dolor Pereira (palhaço Jamelão) e Sandra Estevanovich (palhaça Melancia).




No dia 9 e 10/06, estivemos com o grupo de dança Garotas Country Show em Lima Duarte
No dia 9/06, de noite, compartilhamos técnicas de alongamento e acrobacias, além de experimentação musical.






Também conversamos sobre a formalização do grupo, que está se estruturando como uma associação cultural e sócio-educativa.


Participação na TEIA Nacional
De 19 a 24 de maio, aconteceu em Natal a TEIA, Encontro Nacional dos Pontos de Cultura. O colega Markus Câmara participou das atividades, representando o Ponto de Cultura Caravana de Artesania. 


Ministra Marta Suplicy e autoridades durante o encontro.
Participação em oficinas do evento e intercâmbio com colegas de outros estados.
Intervenção artística de Markus Camara (palhaço Krespo) em locais públicos da cidade.

Agradecemos os fotógrafos e colaboradores que registraram as imagens - Aline Barbosa, Markus Câmara, Willian Wiermann, Vivian Estocolmo, Odair Petrolino e Weitzel´s Photography- e a todos que de alguma forma contribuíram para a realização desta viagem.

Convênio SEC/MG 2981/0/10 - Convênio MINC 470/07 

22/09/13

Artesania Nômade: Santos Dumont - Encontro teórico


De 17 a 19 de setembro, retornamos em Santos Dumont. Destra vez, com encontro teórico sobre história do teatro com orientação de Cristina Tolentino. 


Fomos recebidos por uma exposição fotográfica com registros das ações do projeto Artesania Nômade, através dos cliques de Erik e Christian Weitzel. Os palhaços Fubá (Niel Flávio) e Godofredo (Deth Rosa) fizeram uma surpresa, chegando no encontro como palhaços. Niel faz parte da Cia O Salto de João Monlevade e Deth faz parte do Sorriso Feliz de Martinho Campos. Eles compartilharam a história dos seus grupos, os desejos e os desafios para se manter. Finalmente, fizemos uma roda de conversa sobre as perspectivas de continuidade das ações, com orientação de Cristiano Pena. 


Os encontros contaram com a participação de integrantes do Teatrama, grupo de estudos de artes cênicas de Santos Dumont e pessoas interessadas. Local: Centro Cultural Paulo de Paula. O acesso foi livre e gratuito.

Dia 17/09 (terça)

Logo na chegada, fomos recebidos pela bela exposição fotográfica, emoldurada por uma instalação cênica, com registros de todas as atividades do projeto Artesania Nômade de abril a agosto de 2013. As fotos são dos fotógrafos profissionais Erik Weitzel e Christian Weitzel, irmãos parceiros na fotografia e integrantes da AMA, associação cultural de Santos Dumont.

  
Logo após, Cristina começou sua exposição teórica sobre a história do teatro e das artes, com o recorte do "teatro ocidental". Antes, apresentou imagens de cenas teatrais....


...e nos pediu para anotar as sensações que vinham. 


Quantas! Pois é, o teatro e a arte tem essa capacidade de nos tocar, através das sensações e dos sentimentos, e assim provocar mudanças. Então, perguntou: de onde vem o teatro? quando começou? 

Alguns arriscaram a resposta: na Grécia. Ela então falou que o teatro começou muito antes, com os rituais primitivos. Baco, deus da poesia e do vinho, foi um dos Deuses ligados a origem do teatro. Os rituais eram cantados pelo coro. Um dia, uma pessoa que se destacou do coro e começou a dialogar com ele. Foi Téspis, considerado o primeiro ator. Depois, o teatro se tornou conhecido na Grécia. Os festivais reuniam várias pessoas durante vários dias e reuniam as modalidades: tragédias, dramas e comédias. Na idade média, o teatro foi primeiro combatido pela igreja e depois incorporado pela mesma. Época de autos litúrgicos nos adros das igrejas e cenas profanas nas feiras populares. No romantismo, o teatro contava uma história de amor platônico, sofrido. No renascimento, o homem se torna a medida de todas as coisas e as artes acompanham/anunciam essas características.

Dia 18/09 (quarta)

Logo no início, outra surpresa. Os palhaços Fubá (Niel Flávio) e Godofredo (Deth Rosa) adentram na sala, contando que perderam o trem e precisavam saber em que cidade estavam. Uma dica: "tem asas". "Hum, acho a cidade é Galinha de Angola..." "Não, é algo que voa bem alto". "Ah, já sei!" "Estamos em Pipa, praia de Pipa!" "Não, estamos em Santos Dumont. A cidade do inventor dos aviões!" "Puxa, não sabia que fomos tão longe!..." Rsrs...



Niel faz parte da Cia O Salto de João Monlevade e Deth faz parte do Sorriso Feliz de Martinho Campos. Ambos vieram para acompanhar as atividades do projeto e compartilhar suas experiências, como mais um momento de capacitação e intercâmbio para todos. 
Apresentações feitas, seguimos com a história do teatro contada por Cristina Tolentino.


No final do séc. XIX, guerras e uma mudança de paradigma na ciência influenciou toda a sociedade da época. Surgiram vários pensadores e diretores teatrais que se perguntavam porque o teatro ainda não tinha uma metodologia avançada como as outras artes, como a música, a dança e as artes plásticas. Começaram então a lançar as bases conceituais, conhecidas e debatidas até hoje. Conhecemos o trabalho de alguns desses pesquisadores, que dedicaram suas vidas ao teatro: Dalcroze, Stanislavski, Meyerhold, Grotowski,  Eugenio Barba e Antonin Artaud. Após intervalo para o lanche, assistimos imagens de performances e peças teatrais dirigidas por Cristina Tolentino. 


Dia 19/09 (quinta)

Começamos com o compartilhamento de experiências de grupos de estudos. Niel Flávio, integrante da Cia O Salto de João Monlevade, falou sobre sua cidade (maior que Santos Dumont), a presença da ArcelorMittal na cidade (primeira usina do país, primeira greve do país), a politização dos moradores, a origem do grupo com os companheiros Markus Câmara e Marcella Barreto (motivada por uma oficina de palhaço promovida pelo Teatro Terceira Margem), a Acordar (associação de artistas da cidade), o projeto Domingo na Praça (realizado pelo grupo com recursos próprios) e o reconhecimento pelos trabalhos da Cia através da medalha de mérito cultural. Aproveitou para convidar a todos para as comemorações de 5 anos da Cia, na semana que vem. Uma pessoa de Santos Dumont se dispôs a ir.

Depois, Deusdedit Rosa, integrante do Sorriso Feliz de Martinho Campos, contou também sua experiência. Martinho Campos é uma cidade menor que Santos Dumont, onde a economia gira em torno da plantação de eucaliptos, leite e outros. Contou que o grupo surgiu após oficinas na cidade (promovidas pelo Teatro Terceira Margem). O grupo reúne crianças, jovens e adolescentes do projeto social Corrente do Bem e pessoas interessadas. Foram contemplados no edital MicroProjetos da Bacia do Rio São Francisco e puderam comprar cenário, figurino, maquiagens, além de participar de oficinas para criação de cenas. O grupo está bastante motivado e ganhou força com o apoio dos familiares dos integrantes. 

Foram momentos de conhecer outras realidades de Minas Gerais, compartilhar desafios e soluções para seguir na caminhada como grupos de estudos teatrais.




Em seguida, Cristiano perguntou como estava a realidade do grupo de Santos Dumont. Duas situações vividas pelo grupo recentemente foram colocadas e refletidas por todos. Vimos a possibilidade de continuar com os encontros e uma agenda de encontros para o período de setembro a dezembro foi proposta. Concluímos assim o projeto, motivados para manter as relações de troca com o grupo de estudos da cidade de Santos Dumont. 






Muita arte, emoções, amizades e aprendizados fizeram parte dessa história... que continua!


Nestes dias, o Teatro Terceira Margem esteve envolvido na assessoria de dois projetos para editais públicos, um com o grupo Teatrama e AMA de Santos Dumont e outro com o Sorriso Feliz e grupos de estudos da região centro oeste de Minas. Vamos torcer pra dar certo!

Agradecemos os fotógrafos Erik e Christian Weitezel, a diretora Cristina Tolentino, os colegas Deth Rosa e Niel Flávio, a produtora local Aline Barbosa, o Ponto de Cultura Caravana de Artesania e a Prefeitura Municipal de Santos Dumont.
Caravana de Artesania é um Ponto de Cultura itinerante.

02/09/13

Artesania Nômade: Santos Dumont - Encontro Rede Comunitária e Preparação Vocal


E voltamos a terra de Santos Dumont, pai da aviação e das ideias inovadoras!

Nessa cidade, um grupo de jovens e adultos estão desenvolvendo uma experiência muito bacana: o Teatrama, um grupo de estudos sobre as artes cênicas. As oficinas do projeto, inciadas em abril, motivaram a criação desse grupo, que já está se encontrando e realizando apresentações. 



Para ampliar as possibilidades de expressão artística e contribuir para as relações humanas, convidamos dois colegas, mais experientes. Luiz Fernando Sarmento, do Rio de Janeiro (RJ), economista e facilitador de encontros, trabalhou a temática "rede comunitária". Também contribuiu com o encontro Ari Batista, de Belo Horizonte (MG), cantor e professor de voz. Na orientação geral, Cristiano Pena. No apoio de produção, Aline Barbosa, Júnia Bessa e Poliana Reis. Na fotografia, os irmãos Erik e Christian Weitzel. Participantes: Teatrama e colaboradores. 

Os encontros aconteceram nos dias 28, 29 e 30 de agosto, quarta, quinta e sexta, no Centro Cultural Paulo de Paula (antiga estação de trem). Acompanhe uma parte do que aconteceu:

1.º encontro


Começamos com aquecimento de corpo, puxado por Cristiano. Movimentar pernas, braços, pescoço. Flexibilizar as articulações... ampliar o espaço interno. Criar espaço para trocas, novas ideias. Cristiano apresenta Luiz, como o conheceu, amigos e histórias em comum. Luiz já trabalhou em várias instituições, públicas e privadas, entra elas no Sesc-Rj.




Luiz compartilha visões e práticas que o ajudaram/ajudam a viver melhor: "auto gestão"; "gentileza gera gentileza" (Profeta Gentileza)"Acredite em você mesmo" (Dr. Fritz); bom humor como indicador de qualidade de vida;"Não tenho tempo a perder, só luto a favor" (Cacilda Becker);  quando a relação de confiança se estabelece, não é preciso controle; o desafio não é ser o não ser, mas estar ou não estar



E então apresentou metodologias, jeitos de se fazer as coisas, que tem gostado de utilizar:
  • Roda de conversa ou terapia comunitária
  • Redes comunitárias (oferta e procura)
  • Agências de informação independentes
  • Auto Hemoterapia
  • Rodízio criativo
  • Tecnologias sociais
  • Livre pensar social

Vimos que as emoções estão na base dos movimentos coletivos e das transformações sociais. E escolhemos então a vivência"roda de conversa". Luiz falou dos combinados: falar a partir da primeira pessoa, ser sintético, falar somente o que pode ser compartilhado publicamente, considerar que cada um é doutor de si. E fomos para a prática. Algumas pessoas se manifestaram, compartilhando situações e sentimentos que as incomodam. Depois, o grupo escolheu um caso para aprofundar. A situação escolhida foi apresentada de forma mais detalhada e as pessoas fizeram perguntas e intervenções. Emoções despertadas... as barreiras se afrouxam... nos tornamos mais próximos. Um coletivo que ajuda a lidar com as questões de cada um: "tô balançado mas não vou cair"...




2.º encontro
Ari chegou neste dia. Começou falando sobre sua história, com musicais e óperas, e como o teatro o ajudou a cantar com mais emoção. 



Então, explicou como o som é produzido (pregas vocais fazem vibram o ar que sai dos pulmões) e as características do som: timbre (identidade/tipo do som), altura (agudo-médio-grave), intensidade (forte-fraco) e volume (quantidade de som). Ouvindo a voz de cada um, tentamos identificar se era: soprano-tenor, mezzo-barítono ou contralto-baixo. Concluímos cantando uma música juntos, em inglês.



Na segunda parte, Luiz orientou uma vivência de livre pensar social a partir do tema: "que sociedade eu desejo?" Os participantes expressaram suas visões e sentimentos com relação ao mundo e a sua cidade. Começaram a surgir propostas de ações e projetos, para ser aprofundadas no dia seguinte.



3.º encontro
Ari retomou os exercícios de consciência vocal. Falou sobre a respiração correta, o uso do diafragma para ganhar projeção e o direcionamento da voz para o palato duro (onde tem o nervo recorrente). Ficamos sabendo que aprender um instrumento pode ajudar na afinação.
Aprendemos uma forma de aquecer a voz a partir da vogal "u". 


Retomamos a conversa com Luiz, levantando o que desejamos para a cidade de Santos Dumont. Foram levantadas várias propostas, entre elas: criação de um centro cultural e/ou ponto de cultura, hospedagem em albergues da juventude e casas de família, publicação das propostas/sonhos na revista Abaquar, intervenção artística em muros e espaços públicos da cidade... Depois, foi feita uma rodada para levantar contribuições para a realização das propostas. Surgiram colaborações para: escrever projetos, formatar o visual, reunir os documentos, prestar assessoria na ideia, revisar o conteúdo e até pra fazer o cafezinho pra turma! Colaborações também no sentido de indicar pessoas, trabalhos manuais/artesanais, contribuições para canto/voz e consciência corporal... Embalados pela utopia, concluímos a oficina cantando: "Viver e não ter a vergonha de ser feliz."


Para mais informações e vídeos sobre redes comunitárias e temas afins, acesse:
http://luizsarmento.blogspot.com.br/

Agradecemos a todos os participantes, os orientadores convidados, a produção local, os fotógrafos e a Prefeitura Municipal de Santos Dumont - Divisão de Cultura.

Esta ação faz parte do projeto Artesania Nômade.

O próximo encontro será próximo mesmo! 
Nos dias 17, 18 e 19 de setembro (terça a quinta), o tema será a história do teatro, 
com orientação da diretora teatral Cristina Tolentino (BH/MG).